Editorial - maio de 2013

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Reconstruir a Esperança

Maio começa com o Dia Internacional do Trabalhador, mas continua com milhões de pessoas sem trabalho e sem emprego.

Ao nível individual, isto pode ser uma tragédia, ao nível das comunidades é um drama, ao nível dos Estados está transformar-se num desastre.

Mas neste tempo de primavera nem os que estão no outono da vida sabem com o que podem contar. Nem quem trabalhou uma vida inteira tem garantias de que manterá, sem perdas incomportáveis, a sua pensão ou reforma. Quem deixou o seu emprego, quantas vezes incentivado pelo Estado ou pela empresa onde trabalhava, vê-se desapropriado de forma iníqua do que legitimamente constituía uma expectativa legítima de uma vida sem grandes sobressaltos.

Cada um tem que construir o seu presente e o seu futuro. Mas com o tipo de organização das sociedades modernas em que vivemos, cada pessoa, como cada Estado, depende das comunidades, locais, nacionais e transnacionais, para a consecução de uma vida digna, no trabalho e na reforma.

As elites políticas, sociais e intelectuais têm que definitivamente pôr no centro da sua intervenção os interesses colectivos, sacrificando os pequenos ou grandes interesses instalados que parasitam o bem comum.

É urgente reconstruir a esperança numa sociedade equilibrada, justa e respeitadora da dignidade das pessoas. É urgente criar trabalho decente e remunerado de forma adequada, promotor da riqueza necessária a uma vida saudável de quem trabalha e de quem já trabalhou.

maio 2013

Forum Abel Varzim

A Direção

 

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