EDITORIAL 2016 ABRIL / Servir-se ou servir

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Servir-se ou servir

O título deste artigo deveria aparecer com a forma de uma pergunta. Cada um de nós poderá questionar-se a si próprio se os seus atos quotidianos são maioritariamente destinados a obter prazer pessoal, esquecendo os outros, ou a obter benefícios próprios. E quando se tem algum tipo de poder, será que a nossa autoridade é exercida para o bem comum, ou fica «presa» ao nosso interesse pessoal e egoísta?

Será que esta falta de atenção ao interesse dos outros não é a raiz oculta da corrupção, de que hoje tanto se fala? Se um político exerce a sua missão esquecendo que está no cargo para servir os outros e não para se servir, não cairá facilmente nas práticas de corrupção ativa ou passiva?

Igualmente, no mundo dos negócios, os empresários e os gestores nas suas atividades que não promovam o bem comum de todos, não se inibirão de praticar atos atentatórios dos direitos de muitos em favor dos seus interesses particulares ou do seu grupo?

Também os cidadãos comuns que não tenham preocupações com o seu bem estar, mas também dos outros seus concidadãos, não sentirão problemas de consciência por ultrapassar normas, regras e leis que os beneficiam?

Afinal se isto é verdade parece que o combate à corrupção passa pelo aprofundamento do sentido do serviço dos outros em todos os de domínios da vida. Ainda há poucas semanas nas Igrejas recordavam-se as palavras de Jesus Cristo «Vim para servir não vim para ser servido».
Felizmente o sentido de serviço aos outros está muito presente em muitos homens e mulheres, em todo o mundo. O Padre Abel Varzim, patrono deste Forum, gastou a sua vida ao serviço dos outros esquecendo-se dele próprio. Graças a Deus, podemos, hoje e no passado, encontrar outros «Abel Varzim». Que o seu exemplo frutifique.

A Direção

2016
abril

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