A situação política e social na Catalunha

A situação política e social na Catalunha

Os jornais e os outros meios de comunicação social têm divulgado com algum pormenor os acontecimentos recentes ocorridos na Catalunha. De um lado, um grande número de cidadãos catalães, deseja que a Província da Catalunha se constitua como República e ganhe a sua independência face ao Estado Espanhol. De outro lado, também, muitos cidadãos catalães desejam permanecer espanhóis e, por isso, condenam o movimento independentista. Naturalmente, os espanhóis originários de outras regiões, na sua maioria, desejam e lutam por um Espanha onde a Catalunha se insere. O que é um facto é que estas posições antagónicas, mal geridas pelas partes, têm provocado cenas de violência absolutamente condenáveis e impactos negativos na vida económica da Espanha, e noutros países europeus, entre os quais Portugal.

A Comisión General de Justicia y Paz, de Espanha publicou uma nota em que reconhece que o país vive um conflito de natureza política vivido «com forte paixão e crescente tensão». E reconhece a Comissão: «Em democracia todas as posições políticas, independentemente do seu grau de acerto ou erro, são legítimas, desde que formuladas de forma pacífica e com respeito pela dignidade de todas as pessoas e povos e pelos direitos humanos».

Tratando-se de um conflito político este não poderá ser resolvido de forma unilateral pela imposição de uma das partes. Por isso a Comissão exorta a todas as instituições democráticas que lutem por acordos políticos estáveis «na base do diálogo, da democracia e da abertura sincera à verdade presente em cada uma das posições».

No final da nota a Comissão Geral Justiça e Paz, pede aos diversos grupos implicados, em especial aos dirigentes políticos, aos partidos que se inicie um diálogo multilateral e, como Comissão, compromete-se a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para tornar possível o esse diálogo entre as partes.

2017 novembro, 17

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