escravatura contemporânea

O horrível panorama da escravatura contemporânea

Segundo o relatório «Global Slavery Index 2014», editado pela organização de direitos humanos "Walk Free", verificou-se um incremento de seis milhões de escravos em todo o mundo, relativamente ao ano passado, atingindo-se um total de cerca de 36 milhões de pessoas vítimas de escravatura.
África e Ásia são os continentes com o maior número de escravos, mas a escravatura moderna está presente no conjunto dos 167 países abrangidos pelo estudo. Afeta homens, mulheres e crianças, e assume a forma de tráfico de seres humanos, exploração sexual, trabalho forçado, servidão por dívida ou casamento forçado ou por conveniência.
Cinco países concentram 61 por cento das pessoas exploradas. A Índia, onde existem todas as formas de escravatura moderna, surge à cabeça com 14,3 milhões de vítimas, seguida da China (3,2 milhões), Paquistão (2,1 milhões), Usbequistão (1,2 milhões) e Rússia (1,1 milhões).

Quanto à percentagem de população reduzida à escravatura, a Mauritânia regista a maior proporção de vítimas de escravatura moderna (4 %). A escravatura é «hereditária e enraizada na sociedade mauritana», explicita o relatório. Nesta classificação, seguem-se o Usbequistão, Haiti e Qatar.

Apesar de ser a região do globo com o menor índice de escravatura (1,6 %), a Europa continua a ter mais de meio milhão de escravos, a maioria a ser explorada laboral e sexualmente na Turquia, Bulgária, República Checa e Hungria.

Com 1400 escravos, Portugal também sofre desta chaga social dentro de portas, ocupando o décimo lugar entre os 167 dos países com menor índice de escravatura, e é o décimo primeiro da Europa.

Esta chaga deve merecer toda a atenção da sociedade em geral, e das autoridades competentes em particular, pois, cada pessoa a viver em regime de escravatura constitui um atentado à dignidade humana, sendo alguém a quem são negados os mais elementares direitos humanos. 
A comemoração da encarnação de Deus em Jesus de Nazaré, que os cristãos comemoram todos os anos, recorda que a dignidade humana se avizinha da divina, exigindo dos cristãos a animação desta transfiguração e comprometendo-os na edificação duma sociedade crescentemente liberta da opressão e do ódio, construindo perseverantemente a paz e a felicidade.
São estes os nossos votos neste Natal de 2014.